FUNÇÃO RENAL



Apresentação

História da ADRNP

Instalações

Órgãos Sociais

 
Iniciativas
Boletim Informativo
 
Pioneiros da Diálise
Função Renal
Insuficiência Renal
Hemodiálise
Princípio da D.P.C.A.
Diálise Peritoneal Contínua Ambulatória
Diálise Peritoneal Automática
Transplante Renal
Prevenção

Alimentação

 
Centros de Diálise
Centros de Histocompatibilidade
Fundação Renal Portuguesa
Unidades de Transplante
Doação de Órgãos
Legislação

Reinvindicações



Os rins são duas glândulas de cor vermelha escura situadas simetricamente nos lados da coluna vertebral, na região lombar. Medem 10 cm de largura e pesam cerca de 150 gr cada um. O peritóneo, membrana serosa que cobre a superfície interior do abdómen, prende-os fortemente contra a parede abdominal.

A extremidade superior de cada rim é coberta por uma glândula endócrina, a glândula supra-renal. O sangue que se vai depurar passa pela artéria renal até aos rins e sai pela veia renal, debaixo do envoltório granuloso formado pelos glóbulos glomerulos de Malpighi. Tais glomérulos são constituídos por capilares sanguíneos, artérias, e estão envoltos na cápsula de Bowman, que é uma bolsa que continua com o tubo uriníferos.

Cada rim contém dois milhões destes tubos, agrupados em feixes piramidais. São os que contém a urina, a qual passa à pélvis renal e daí aos uréteres, que são o conduto excretor do rim que comunica a pélvis com a bexiga.

A bexiga tem um comprimento aproximado de 30cm e um diâmetro de 5mm. Nela deposita-se a urina até o momento da sua expulsão para o exterior.

O rim serve como verdadeiro órgão depurador ou filtro do resto dos produtos de resíduos, provenientes das combustões respiratórias, defecação, excreção e secreção. Os termos defecação, excreção e secreção podem ser confundidos.
A defecação refere-se à eliminação, pelo orifício anal, de resíduos e elementos sem digerir que, em conjunto, se chamam fezes; o alimento ingerido que não tenha entrado em nenhuma célula do organismo nem tomado parte no metabolismo celular e que pelo mesmo não pode ser considerado como resíduo metabólico.

A excreção refere-se à eliminação de substâncias que já não vão ser utilizadas no organismo e que procedem das células e da corrente sanguínea. A excreção de resíduos pelos rins representa um gasto de energia das células, em troca, o acto da defecação não requer este esforço por parte das que forram as paredes intestinais.

Secreção é a liberação por parte de uma célula de alguma substância que se utiliza noutra parte do organismo de modo funcional; por exemplo, as glândulas salivares segregam saliva utilizada na boca e no estômago para a digestão. Nas secreções estão compreendidas as actividades das células secretoras, pelo que se requer que estas consumam energia.

O sistema excretor é formado pelo aparelho urinário que compreende duas glândulas secretoras, onde se elabora a urina. Os rins são dois condutos colectores que recolhem a urina na saída dos rins. Os uréteres são órgãos receptores da urina, a bexiga, e um conduto secretor que a derrama no exterior, a uretra. As glândulas sudoríparas participam deste sistema excretando entre um 10% e um 5% de resíduos metabólicos através do suor, que é composto pelas mesmas substâncias que a urina, mas numa concentração muito mais baixa. A urina é um líquido transparente, de cor amarelada e leva dissolvidas varias substâncias. Um litro de urina contém normalmente água,10 mg de cloreto de sódio e dois produtos tóxicos: a uréia (25 gr) e o ácido úrico (0,5 gr). A uréia é elaborada no fígado com os produtos procedentes da combustão das proteínas e que ali são levados pelo sangue. Sabe-se que, na respiração celular, o produto resultante é o anidrido carbônico e a água, que procedem da oxidação dos lípidos e glucidos. Das proteínas procede o nitrogênio que, ao não poder ser eliminado pelos pulmões, é conduzido pelo sangue ao fígado e ali transformado em uréia. A proporção de uréia na urina aumenta com um regime alimentício de carne e diminui com um regime vegetariano. Em certas afecções a urina pode conter outras substâncias, por exemplo: no caso da diabetes que traz excessiva proporção de glicose.

A bexiga é uma bolsa muscular e elástica que se encontra na parte inferior do abdomem e está destinada a recolher a urina que é trazida pelos uréteres. Sua capacidade variável é em média de um terço de litro. A uretra é um conduto pelo qual é expulsada a urina ao exterior, empurrada pela contracção vesical; abre-se ao exterior pelo meato urinário e sua base está rodeada pelo esfíncter uretral, que pode permanecer fechado à vontade e resistir ao desejo de urinar.


São dois órgãos de cor vermelho - escura. Têm a forma de grãos de feijão e medem cerca de 10 cm de comprimento.

Situam-se na cavidade abdominal, ao lado da coluna vertebral. Possuem duas faces : uma côncava e outra convexa.

Na face côncava há uma escavação chamada hilo renal. Por ela entra a artéria renal, que leva sangue arterial ao rim; por aí também sai a veia renal, que retira o sangue venoso do rim, levando-o para a veia cava inferior.

Externamente, os rins são envolvidos por uma cápsula fibrosa. Internamente, cada rim contém cerca de 1 milhão de pequenos tubos chamados, néfrons. É no interior dos néfrons que a urina se forma. Cada néfron é formado por duas partes principais: a cápsula de Bowman e os túbulos renais.

' U ' (alça de Henle). A partir desta alça forma-se um outro túbulo contorcido. O conjunto desses túbulos forma os túbulos renais.

Cada rim contém cerca de 1 milhão de néfrons, o que torna esse órgão capaz de filtrar os excretas que circulam no nosso sangue.

PEDRA NOS RINS OU CÁLCULOS RENAIS

Cálculos renais grãos ou pedras que se formam devido à cristalização de certos sais minerais concentrados no nosso organismo. Alojando-se nos rins ou na bexiga, ele causam dores agudas.

A ingestão de bastante líquido aumenta a quantidade de urina, que, ao ser eliminada, possibilita a saída de pequenos cálculos. Quando a pedra for maior e não puder ser eliminada pela uretra, é preciso fazer uma cirurgia para retirá-la.

Pessoas com tendência à formação de cálculos renais devem beber muito líquido, mesmo depois de operadas. Isso contribui para evitar novas cristalizações de sais minerais, regime alimentar especial é também recomendado pelo médico.

Aproximadamente uma em cada 200 pessoas desenvolvem pedra no rim. Cerca de 80% destas pessoas eliminarão a mesma espontaneamente, junto com a urina. Os 20% restantes necessitarão de alguma forma de tratamento. As pessoas que já tiveram um cálculo urológico tem uma chance de 50% de vir a desenvolver um novo nos próximos 5 a 10 anos.

Achamos importante salientar alguns dos factores que podem aumentar o risco de poderem desenvolver um cálculo urológico:

1. Problemas no processo de absorção ou eliminação dos produtos que podem formar cristais;
2. Casos de cálculos urológicos na família (condição genética);
3. O hábito de consumir uma pequena quantidade de líquidos;
4. Desordens intestinais;
5. Gota.

Muito mais poderíamos dizer, porém estas informações generalistas tem o fim primário para alertar as pessoas, levá-las a pensar que a Prevenção na Saúde é um bem insubstituível.

  Obrigado pela sua atenção.

 

Para mais informações consulte o seu médico.


 

Associação dos Doentes Renais do Norte de Portugal
2006