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Artigo 71.º

(Cidadãos portadores de deficiência)

1. Os cidadãos portadores de deficiência física ou mental gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se encontrem incapacitados.

2. O Estado obriga-se a realizar uma política nacional de prevenção e de tratamento, reabilitação e integração dos cidadãos portadores de deficiência e de apoio às suas famílias, a desenvolver uma pedagogia que sensibilize a sociedade quanto aos deveres de respeito e solidariedade para com eles e a assumir o encargo da efectiva realização dos seus direitos, sem prejuízo dos direitos e deveres dos pais ou tutores.

3. O Estado apoia as organizações de cidadãos portadores de deficiência.

 

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Não pretendendo ser demagógicos, atravemo-nos a perguntar o que foi feito perante a Lei soberana do País, para com todos os Deficientes Portugueses, se diariamente somos confrontados pelos Orgãos de Comunicação Social, com casos que julgávamos já não serem possíveis, dado pertencermos ao chamado pelotão da frente da Comunidade Europeia.

Quando verificamos, que quando um deficiente motor precisa de uma cadeira de rodas ou de umas simples canadianas, têm que vir para a Televisão apelar à sociedade civil, (que já paga os seus impostos) à solidariedade humana, para não ter que rastejar.

Gostava-mos de ser esclarecidos, porque razão existem diferenças legislativas no nosso País, entre as diversas Deficiências, ou seja: Deficientes das Forças Armadas são abrangidos por uma inúmera legislação que os contempla, enquanto os Deficientes Motores, Paralisia Cerebral, Cegos, Hemofílicos, Paramiloidose, Larinjoctomizados, Ostomizados, Diminuídos Intelectuais, Surdos-Mudos, Diabéticos, Autistas, Fibrose Quistica, Artrite-Reumatoide, Lupus, Espondilite Anquilosante, Alzheimer, Parkinson, Spina Bífida e Hidrocefalia, Esclorose Múltipla, Mentais, Sinistrados no Trabalho, Renais e outras que infelizmente ainda nem sequer são consideradas. Não fazemos comentários, pedimos a vossa melhor ajuda e solidariedade.

Todos diferentes, todos iguais.



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Associação dos Doentes Renais do Norte de Portugal
2006